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As transformações que vivi e quem me tornei

A trajetória das nossas vidas é sempre cheia de desafios. A minha não é diferente. Contar o que vivi e vivo é estar disponível para me expor e, ao mesmo tempo, organizar mais um ciclo.


De uns tempos pra cá, fiz nascer em mim uma "nova mulher", com mais fé, menos controladora, mais leve.


Tudo começou tão logo deixei de dar aulas na universidade. Inicialmente, achei que seria fantástico: passear, acordar tarde e só "curtir a vida". Ledo engano! Continuei acordando muito cedo, meus passeios obviamente não me preencheram completamente e "curtir a vida" virou uma expressão sem sentido.


O divórcio veio em seguida, e com ele muita dor. Foi, de fato, uma etapa difícil, porque era como se eu tivesse no meio de um tsunami. Ondas de altos e baixos. Escuridão quase total em relação a tudo. Situações muito novas e, para mim, naquele tempo, quase impossíveis de serem ultrapassadas.


O tempo passou. Fui redesenhando minha vida a partir de um olhar para dentro.


Fiz o Caminho de Santiago, onde durante 15 dias, andando 312 km, pude reavaliar a mim mesma e o que queria a partir desse novo momento.


Escrevi o livro "Santiago: Caminho de Renovação", que me serviu de base, me ajudou a dar estrutura a meus novos pensamentos e a futuras mudanças.

Fui morar em Nova York sozinha por cinco meses. Muitas experiências e aprendizados.


Voltei e comecei um novo relacionamento, desta vez, com bases diferentes do anterior.


Mudei completamente meus padrões de vida. Hoje moro sozinha. Vendi meu antigo apartamento e comprei um novo. Cuido de tudo que me diz respeito do ponto de vista financeiro e pessoal. Faço academia e caminho diariamente e tenho minha saúde como um cuidado prioritário.


Estou como voluntária da Fazenda da Esperança Feminina em Fortaleza, e lá me sinto uma delas, descobrindo e curando minhas co-dependências.


Faço cursos, participo de grupos de leitura, tenho muitas amigas. Com elas aprendo de tudo, coisas realmente inimagináveis até bem pouco tempo.


Vivo intensamente o amor pelas minhas filhas e meus netos. Ouço suas necessidades e na medida do possível, dou algum suporte. Recebo muito, mas muito amor!


Tudo isso tem me dado muita autonomia e a liberdade de ser o que gosto e quero.


Coisas simples como a descoberta de viver minha espiritualidade, com rotinas que faço porque gosto. Ter o controle remoto da minha TV. Ver, ler e ouvir o que me interessa.


Conviver apenas com amigas que compartilham de afeto e são acolhedoras, engraçadas, leves; namorar; e finalmente passear e viajar para lugares que realmente curto.


Nada disso acontece sem que eu me enfrente diariamente. Tenho medos, indecisões e preciso de muito suporte espiritual e emocional. Vivo constantemente me desafiando. Erro muito, às vezes acerto.


Hoje realmente sou uma "nova mulher", mas em permanente construção. Sinto que vivo mais leve e dou e recebo da vida em proporções mais equilibradas.


A lição maior? Muitas "oportunidades" vêm embaladas de forma estranha, nos causam sofrimento para chegar a enxergá-las mas, contando com muita ajuda, a gente certamente tira desses pacotes alguns grandes presentes da vida. E ela é agora. Vivamos.


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